Ficha Técnica:
Nome: A Bússola de Ouro
Diretor: Christopher Weitz
Ano: 2007
Gênero: aventura
Duração: 113minutos
Crítica:
Phillip Pullman tem sua obra-prima totalmente alterada para uma repugnante - e falha - produção comercial.
Nos anos 90, Pullman escreveu a trilogia Fronteiras do Universo, um grande best-sellers, vencedor de diversos prêmios e críticas ao redor do mundo. No lado religioso, foi menosprezado por ateísmo - típico do catolicismo. Quando a obra estava adquirindo o seu ápice, algo estragou o caminho de Pullman: Harry Potter estourou, e foi anunciada a produção cinematográfica de O Senhor dos Anéis.
Depois de quase 15 anos, e adaptações dos mundos fantasiosos de Nárnia, Terra-Média e Hogwarts, finalmente chegou a vez do universo multi-dimensional de Pullman. Uma pena que antes de assinar o contrtro para a venda dos direitos autorais, ele não fazia ideia do terror que estava por vir.
O roteiro de A Bússola de Ouro (filme) é 70% diferente do livro, que usa e abusa de batalhas com criaturas de mais diversos tipos, além da emocionante aventura da carismática, rude, inteligente e corajosa Lyra, que ao lado de seu dimon Pan, busca por respostas em sua vida, ainda fugindo de sua mãe. Enquanto isso, Chris Weitz faz uma releitura e cria o seu mundo fantasioso ali, usando os personagens de Pullman.
No filme, Lyra é uma garota bobinha que vive em uma escola, junto de outras crianças e animais: os dimons. Então, ela descobre que existe um pó, e a meio de desaparecimentos de crianças, cria-se uma aventura.
Pode-se ver a diferença dos dois roteiros: enquanto um é detalhista, o outro é rápido. Com a ideia bobíssima de criar um filme infantil (que deve ter sido por falta das pesquisas, já que o próprio Pullman disse que a sua trilogia é para adolescentes), todo o suspense foi retirado da produção, e depois de "espremer" duas vezes o livro de 24 capítulos, acabou achando míseras 2 horas. O fatal do filme, que começa logo sem a apresentação prévia de quem realmente é Lyra, e acaba por esquecer de sua carisma. Seu dimon, que também é importante para a formação do caráter no livro, acaba virando um coadjuvante esquecido. E a superação do nosso querido urso de armadura acaba virando um personagem sem profundidade.
O próprio Chris Weitz, com a ideia precoce de seu roteiro, começou as filmagens. Com todo o orçamento que ele tinha a disposição, acabou esquecendo as simples, mas não menos importantes, direção de arte e fotografia: os cenários criados por ele eram realmente criados por ele, e os detalhes pullmianos de toda a complexidade e fotografia que invadem nossa mente, acabou sendo trocada por milionários efeitos visuais: a Coca-Cola hollywoodiana em atuais fantasias.
Ao menos, esse foi o ponto positivo do filme, que por mais que não criasse uma mísera frase dos detalhes de Pullman, transformou Iorek em um urso com suas propriedades físicas corretas, e os ambientes, por mais que tenham a fotografia contrariada à de Pullman, em uma visibilidade agradável.
Outro ponto positivo: os figurinos criados foram de acordo com os detalhes de Pullman, por mais modernistas que parecessem (já que o livro não se passa em um presente, futuro ou passado, e sim em uma época fantasiosa).
Os atores fazem os seus papéis, ou ao menos, os papéis que a eles foram dados: o roteiro esqueceu da versão real e maléfica de Marisa Coulter; da versão doce e áspera de Lorde Asriel; e da Lyra do livro, que é totalmente diferente. Os personagens fictícios não passam nada para quem está assistindo.
E se tudo isso ainda era um grande e estúpido lixo, o final foi o que me deixou mais surpreso: uma surpreendente superação! Virou um lixo maior. Uma contrariação tão louca, tão estúpida, tão... Weitz.
Um filme que originalmente deveria ser para crianças, acabou virando um meio termo entre adolescentes abobados com o magnífico visual e as crianças que saiam sem entender nada com o "pobre urso que morreu". O que era pra ser um sucesso de bilheterias, acabou sendo esquecido. Os fãs da série acabaram continuando a procurar o verdadeiro A Bússola de Ouro, e esperando não por um remake, mas por uma nova versão.
Nos anos 90, Pullman escreveu a trilogia Fronteiras do Universo, um grande best-sellers, vencedor de diversos prêmios e críticas ao redor do mundo. No lado religioso, foi menosprezado por ateísmo - típico do catolicismo. Quando a obra estava adquirindo o seu ápice, algo estragou o caminho de Pullman: Harry Potter estourou, e foi anunciada a produção cinematográfica de O Senhor dos Anéis.
Depois de quase 15 anos, e adaptações dos mundos fantasiosos de Nárnia, Terra-Média e Hogwarts, finalmente chegou a vez do universo multi-dimensional de Pullman. Uma pena que antes de assinar o contrtro para a venda dos direitos autorais, ele não fazia ideia do terror que estava por vir.
O roteiro de A Bússola de Ouro (filme) é 70% diferente do livro, que usa e abusa de batalhas com criaturas de mais diversos tipos, além da emocionante aventura da carismática, rude, inteligente e corajosa Lyra, que ao lado de seu dimon Pan, busca por respostas em sua vida, ainda fugindo de sua mãe. Enquanto isso, Chris Weitz faz uma releitura e cria o seu mundo fantasioso ali, usando os personagens de Pullman.
No filme, Lyra é uma garota bobinha que vive em uma escola, junto de outras crianças e animais: os dimons. Então, ela descobre que existe um pó, e a meio de desaparecimentos de crianças, cria-se uma aventura.
Pode-se ver a diferença dos dois roteiros: enquanto um é detalhista, o outro é rápido. Com a ideia bobíssima de criar um filme infantil (que deve ter sido por falta das pesquisas, já que o próprio Pullman disse que a sua trilogia é para adolescentes), todo o suspense foi retirado da produção, e depois de "espremer" duas vezes o livro de 24 capítulos, acabou achando míseras 2 horas. O fatal do filme, que começa logo sem a apresentação prévia de quem realmente é Lyra, e acaba por esquecer de sua carisma. Seu dimon, que também é importante para a formação do caráter no livro, acaba virando um coadjuvante esquecido. E a superação do nosso querido urso de armadura acaba virando um personagem sem profundidade.
O próprio Chris Weitz, com a ideia precoce de seu roteiro, começou as filmagens. Com todo o orçamento que ele tinha a disposição, acabou esquecendo as simples, mas não menos importantes, direção de arte e fotografia: os cenários criados por ele eram realmente criados por ele, e os detalhes pullmianos de toda a complexidade e fotografia que invadem nossa mente, acabou sendo trocada por milionários efeitos visuais: a Coca-Cola hollywoodiana em atuais fantasias.
Ao menos, esse foi o ponto positivo do filme, que por mais que não criasse uma mísera frase dos detalhes de Pullman, transformou Iorek em um urso com suas propriedades físicas corretas, e os ambientes, por mais que tenham a fotografia contrariada à de Pullman, em uma visibilidade agradável.
Outro ponto positivo: os figurinos criados foram de acordo com os detalhes de Pullman, por mais modernistas que parecessem (já que o livro não se passa em um presente, futuro ou passado, e sim em uma época fantasiosa).
Os atores fazem os seus papéis, ou ao menos, os papéis que a eles foram dados: o roteiro esqueceu da versão real e maléfica de Marisa Coulter; da versão doce e áspera de Lorde Asriel; e da Lyra do livro, que é totalmente diferente. Os personagens fictícios não passam nada para quem está assistindo.
E se tudo isso ainda era um grande e estúpido lixo, o final foi o que me deixou mais surpreso: uma surpreendente superação! Virou um lixo maior. Uma contrariação tão louca, tão estúpida, tão... Weitz.
Um filme que originalmente deveria ser para crianças, acabou virando um meio termo entre adolescentes abobados com o magnífico visual e as crianças que saiam sem entender nada com o "pobre urso que morreu". O que era pra ser um sucesso de bilheterias, acabou sendo esquecido. Os fãs da série acabaram continuando a procurar o verdadeiro A Bússola de Ouro, e esperando não por um remake, mas por uma nova versão.
Nota: 3.5
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