Ficha Técnica:
Nome: O Pianista
Diretor: Polanski
Ano: 2002
Gênero: drama
Duração: 148 minutos
Crítica:
Segunda Guerra Mundial. Um cenário que já foi banalizado pelo mundo cinematográfico, dando espaço aos épicos e fracos, violentos e tristes, chatos e viciantes, e diversos outros adjetivos filmes. Se os Bastardos de Taranino nos trouxe de uma forma radical toda a complexidade da vida de cada um dos membros influentes deste cenário, Polanski nos trás apenas um: um filme triste sobre um judeu.
Szpilman é um judeu polonês, que ao lado de sua família, habita a Polônia. Devido à invasão alemã no local, ele passa as maiores dificuldades, e vive um tempo de tristeza e abalo.
Ao ver o título do filme, não temos a mínima ideia de que a história seria retratada dessa maneira. Pré-julgar O Pianista como um filme sobre um piano, ópera e toda aquela chatice dos musicais é mais que errado.
Em um roteiro adaptado das lembranças reais de Szpilman, Polanski consegue construir um dos filmes mais tristes e marcantes sobre esse cenário tão conhecido por nós, cinéfalos. Enquanto a maioria tem o ênfase em Hitler e nas batalhas colossais, esse aqui conta apenas a história de um judeu, que vive amargamente em um ambiente desfavorável, afinal, todos nós conhecemos o holocausto.
A análise de Polanski sobre Szpilman é clara desde o começo: veremos tristeza. Acompanhado de uma trilha sonora exulberante, que apoia o clima dali, vemos todo o sentimentalismo passado. A dor de Szpilman dói na gente também, e ficamos conturbados, voltamos mais uma vez a pensar no que teria sido aqueles tempos sangrentos.
Mostrando toda a trajetória complicada que Szpilman teve, podemos conhecer personagens dos mais variados lados da Guerra, mas sem ênfase naqueles que agem da forma mais comum, e sim, nas surpresas, como um alemão que ajuda um judeu. Todo o clímax criado, além de dor, é também o suspense: o que irá acontecer com o principal? Aflito e passando pelas maiores dificuldades, vivendo em condições precárias, está o nosso querido Szpilman.
Nos passando aflição, carinho, horror e amor, passamos a sentir algo por ele que é diferente. Sabemos que ele não sairá dali, mas torcemos por isso. E quando nos lembramos que esse era o retrato original do que ele passava, a dor aumenta. Nosso ódio pelo nazismo cresce. Polanski brinca com o nosso sentimento na hora que quer, nos fazendo perder esse ódio na medida que vemos a generosidade de alguns. Toda a complexidade, a tristeza... é inesquecível.
Em momentos marcantes, podemos também ver o amor de Szpilman que dá sentido ao título do filme: o piano. Enquanto ele está sozinho (e acha um piano), desabafa sua tristeza em músicas de grande valor e apreciação, e nos passa uma felicidade instantânea, pois sabemos que aquilo não melhorará a situação dele. Enquanto isso, a aflição, a espera por uma surpresa, o encontro dele com algum nazista é ameaçador.
Tudo isso não é apenas uma simples história de um judeu, mas sim, simbolicamente, uma homenagem e um retrato de toda a vida triste, toda a dificuldade, todo o retrato avassalador que era cada um daqueles assassinados sem razão, apenas por um ataque de capricho de um ditador delinquente.
E é claro que esse nome tão citado tinha que ser representado com justiça, para nos passar tudo aquilo que Polanski queria. Dizer que não foi difícil para Adrien Brody encorporar essa grande trama é uma mentira, tanto quanto dizer que ele não foi bem sucedido. Com um Oscar merecido, o ator deu um pulo em sua carreira.
Polanski, audacioso e seguro em sua direção, nos mostra toda a complexidade sentimental que é O Pianista, e como se fôssemos um brinquedo, brinca com nossos sentimentos a todo instante. E é esse o nome da diferença entre o roteiro chato tentando se esconder em um perfil triste de O Menino do Pijama Listrado para o roteiro bem sucedido, uma direção épica e apresentações bizarras e tristes de O Pianista: POLANSKI! Uma obra-prima para não se esquecer, para se emocionar, para apreciar.
Szpilman é um judeu polonês, que ao lado de sua família, habita a Polônia. Devido à invasão alemã no local, ele passa as maiores dificuldades, e vive um tempo de tristeza e abalo.
Ao ver o título do filme, não temos a mínima ideia de que a história seria retratada dessa maneira. Pré-julgar O Pianista como um filme sobre um piano, ópera e toda aquela chatice dos musicais é mais que errado.
Em um roteiro adaptado das lembranças reais de Szpilman, Polanski consegue construir um dos filmes mais tristes e marcantes sobre esse cenário tão conhecido por nós, cinéfalos. Enquanto a maioria tem o ênfase em Hitler e nas batalhas colossais, esse aqui conta apenas a história de um judeu, que vive amargamente em um ambiente desfavorável, afinal, todos nós conhecemos o holocausto.
A análise de Polanski sobre Szpilman é clara desde o começo: veremos tristeza. Acompanhado de uma trilha sonora exulberante, que apoia o clima dali, vemos todo o sentimentalismo passado. A dor de Szpilman dói na gente também, e ficamos conturbados, voltamos mais uma vez a pensar no que teria sido aqueles tempos sangrentos.
Mostrando toda a trajetória complicada que Szpilman teve, podemos conhecer personagens dos mais variados lados da Guerra, mas sem ênfase naqueles que agem da forma mais comum, e sim, nas surpresas, como um alemão que ajuda um judeu. Todo o clímax criado, além de dor, é também o suspense: o que irá acontecer com o principal? Aflito e passando pelas maiores dificuldades, vivendo em condições precárias, está o nosso querido Szpilman.
Nos passando aflição, carinho, horror e amor, passamos a sentir algo por ele que é diferente. Sabemos que ele não sairá dali, mas torcemos por isso. E quando nos lembramos que esse era o retrato original do que ele passava, a dor aumenta. Nosso ódio pelo nazismo cresce. Polanski brinca com o nosso sentimento na hora que quer, nos fazendo perder esse ódio na medida que vemos a generosidade de alguns. Toda a complexidade, a tristeza... é inesquecível.
Em momentos marcantes, podemos também ver o amor de Szpilman que dá sentido ao título do filme: o piano. Enquanto ele está sozinho (e acha um piano), desabafa sua tristeza em músicas de grande valor e apreciação, e nos passa uma felicidade instantânea, pois sabemos que aquilo não melhorará a situação dele. Enquanto isso, a aflição, a espera por uma surpresa, o encontro dele com algum nazista é ameaçador.
Tudo isso não é apenas uma simples história de um judeu, mas sim, simbolicamente, uma homenagem e um retrato de toda a vida triste, toda a dificuldade, todo o retrato avassalador que era cada um daqueles assassinados sem razão, apenas por um ataque de capricho de um ditador delinquente.
E é claro que esse nome tão citado tinha que ser representado com justiça, para nos passar tudo aquilo que Polanski queria. Dizer que não foi difícil para Adrien Brody encorporar essa grande trama é uma mentira, tanto quanto dizer que ele não foi bem sucedido. Com um Oscar merecido, o ator deu um pulo em sua carreira.
Polanski, audacioso e seguro em sua direção, nos mostra toda a complexidade sentimental que é O Pianista, e como se fôssemos um brinquedo, brinca com nossos sentimentos a todo instante. E é esse o nome da diferença entre o roteiro chato tentando se esconder em um perfil triste de O Menino do Pijama Listrado para o roteiro bem sucedido, uma direção épica e apresentações bizarras e tristes de O Pianista: POLANSKI! Uma obra-prima para não se esquecer, para se emocionar, para apreciar.
Nota: 9.5
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