Rango está em cartaz no cinemas do Brasil e de Portugal e traz como protagonista um lagarto, meio maluco, meio mentiroso - mas muito divertido!
Crítica:
Não demora muito até perceber que Rango não é uma animação como outra qualquer. Na primeira cena do protagonista, acompanhamos uma montagem teatral cujos ‘atores’ são objetos inanimados – e testemunhamos um conflito interno existencialista que leva a ação a acontecer. Se não sabe quem é, deduz o solitário Rango, então pode ser qualquer um.
Rango, afinal, conta a história de um lagarto comum, sem nada de extraordinário, que tem a vida transformada por um acidente até se tornar a lenda chamada... Rango. De tão inexpressivo, sequer sabemos o nome do lagarto antes que ele vire (ou finja ser) o herói. Na versão original, em inglês, a voz de Rango é dublada por Johnny Depp.
Guiados por um coro de corujas mariachis (que mais parecem torcer contra o protagonista do que apenas cantar sua trajetória), acompanhamos a saga de Rango em busca de água numa terra inóspita que parece perdida no tempo. E num lugar tão distante, convenhamos, qualquer um pode se qualquer coisa que quiser. Ou será que não?
Com cenários belíssimos, o filme também se destaca pelo apuro visual. Texturas e expressões estão mais realistas do que nunca, exceto quando o próprio ser humano é retratado. A caracterização de cada personagem, por sua vez, também contribui para a narrativa por revelar um pouco do tipo de cada um – e não apenas através de roupas e acessórios, mas utilizando também a espécie de cada animal.
Outra característica que diferencia Rango de tradicionais animações é que ele é repleto de referências a clássicos do cinema, fugindo das batidas piadinhas apenas com outros filmes infantis. A comédia em Rango, aliás, chega a ser cruel de tão sarcástica – e o humor negro está presente o tempo todo.
Não é preciso ser gente grande nem profundo conhecedor de cinema para adorar Rango. Mas quem for uma das duas coisas já tem diversão garantida durante a sessão.
Trailler:
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