Nome: Logorama
Diretor: François Alaux, Hervé de Crécy, Ludovic Houplain
Ano: 2009
Gênero: comédia/animação
Duração: 16 minutos
Um outdoor animado
Merchan aqui, anúncio ali, logomarcas acolá... vivemos em uma atualidade onde passar por uma rua sem perceber o destaque de uma marca de um produto é quase impossível. Essa influência no nosso cotidiano vem se tornando uma nova espécie de sociedade, fantasmas. Fantasmas que às vezes passam sem ser notados, mas gravados pelo nosso cérebro - desde o mínimo orelhão até um grande outdoor. Porém, às vezes esses anúncios são tão grandiosos que explodem na nossa mente, causando um verdadeiro distúrbio, uma poluição visual. Como então, fugir desse mundo, se até nas nossas casas as geladeiras têm marcas, as televisões passam anúncio, os rádios anunciam? Simples: nos aproveitamos da situação.
Criar Logorama, por mais bobo que seja, foi uma boa jogada. Tudo no filme, até as caracterizações das atitudes dos personagens (Ronald McDonald como vilão foi genial) faz parte de todo um conjunto de uma crítica. Uma crítica que se baseia em todos os fatores publicitários: desde de marcas de produtos até filmes 100% comerciais. Somos então apresentados ao universo fantasma.
Todos os detalhes de Logorama são impressionantes. A direção de arte, que aplica todas as marcas conhecidas e desconhecidas em todo o cenário do filme cria um ar cômico, onde deixamos de perceber várias marcas, não por que queremos, mas por que a poluição visual é enorme. Isso deixa o curta extremamente divertido e nem um pouco cansativo, que além de dar o roteiro, devemos nos concentrar em tudo - o que é impossível sem várias pausas.
O roteiro então é dado: tudo muito descontraído. Inicia a crítica ao mundo banal do cinema comercial. As referências à filmes de ação/ficção-científica (2012, principalmente) peneirados com milhões de dólares e diretores fajutos são totalmente interessantes. A ridicularização desses temas é então imposta onde a mudança temperamental do filme, com o ar de humor negro (sangue para todo lado, drogas e outros), o ar de comédia, de ação, e sempre, o ar de crítica.
Além de tudo isso, Logorama também critica a sociedade, pelas suas atitudes. A vida do personagem principal, que só não foi caracterizado como humano por não fazer parte do gênero principal, é de fato, algo correto. Nossa capacidade de adaptação é tão grande que acabamos nos acostumando com aquilo que nunca deveria passar despercebido. Pode-se ver que as atitudes dos personagens apresentados são as vidas dos mais altos e baixos patamares da classificação social.
Logorama também não é aquela animação infantil Disney ou melodramática infantil Hayo, mas sim uma animação adulta, descontraída. Os palavrões que vemos são justamente por causa do roteiro crítico, uma boa jogada, que livrou o "filminho" de clichês chatos.
Combinando tudo isso aos bons efeitos de animação, áudio e trilha sonora, temos uma das mais bem sucedidas obras nesse tipo de filme (curta).
Combinando tudo isso aos bons efeitos de animação, áudio e trilha sonora, temos uma das mais bem sucedidas obras nesse tipo de filme (curta).
Logorama deveria ser visto por todos, e é indicado para quem estiver afim de dar boas risadas, não só com o filme, mas com a intencionalidade que ele nos propõe.
Nota: 7.5
A melhor parte: você poderá assistir esse filme!
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