quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Escafandro e a Borboleta

O Escafandro e a Borboleta é um filme de 2007 que foge do padrão Hollywood e convida o espectador a acompanhar uma emocionante história que exercita a mente e o coração:
Jean-Do sofreu um acidente e só pode mover o olho esquerdo; como viver dentro da própria mente sem poder se comunicar com o mundo externo apropriadamente? Entre nessa história:
Crítica:
"Le Scaphandre et le Papillon" é o nome original do filme conhecido no Brasil e em Portugal pelo nome "O Escafandro e a Borboleta." Filmado há 4 anos atrás pelo diretor Julian Schnabel, o filme retrata a história real do jornalista bem sucedido Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle que aos 43 anos sofre um acidente irreversível.

Jean-Do é vítima de um derrame cerebral e perde quase completamente os movimentos do corpo; a única exceção é o seu olho esquerdo, porta de comunicação com o mundo que lhe faz desenvolver a síndrome do encarceramento.

Imagine a situação: você não consegue mexer seus pés, suas pernas, seus braços e tronco. Você não pode mover sua cabeça e muito menos falar. Seus pensamentos correm pela sua mente e a única forma de contato com o mundo fora da sua cabeça é através de um dos seus olhos. Essa é a experiência que o diretor passa ao espectador: a câmera passa boa parte do filme representando a visão limitada do olho esquerdo de Jean-Do.

Da depressão de não poder abraçar os filhos à lamentação dos erros que cometeu no passado enquanto ainda tinha vida em seu corpo, o filme retrata a nova vida do protagonista sob uma ótica esperançosa verdadeiramente surpreendente. Utilizando-se do bom humor, da imaginação e da memória, Jean-Do não só aprende a lidar internamente com a nova condição como também faz novos amigos e aprende a interagir com o mundo externo através de uma nova forma de comunicação que envolve apenas o piscar dos olhos.

Entre pensamentos internos e contatos externos, O Escafandro e a Borboleta é uma narrativa íntima de uma mente que mais observa do que interage, da mesma maneira que o espectador se sente ao passar boa parte do filme sem ver o rosto de Jean-Do, representado pelo ator e cineasta, Mathieu Amalric. Boas atuações e uma excelente fotografia completam esta obra-prima do cinema francês.

O filme nasceu do livro homônimo escrito pelo próprio Jean-Do, que com piscadas ganhou dois Globos de Ouro, dois Cannes, um BAFTA e quatro indicações ao Oscar. 
Trailler:
 

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