quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens

Imagina como seria misturar dois gêneros de cinema super diferentes? Tipo filmes de faroeste e ficção científica? E se os protagonistas fossem os mesmos atores de James Bond e Indiana Jones? Pois esse é o filme Cowboys & Aliens.


Crítica:
Existem filmes que se propõem a expandir ou discutir idéias, fatos, às vezes até mesmo a própria linguagem cinematográfica. Outros filmes, entretanto, têm o único objetivo de oferecer entretenimento aos seus expectadores. Não há um tipo superior ao outro, já que ambos, dentro de seus estilos, podem ser bons ou ruins.

Cowboys & Aliens faz parte do segundo tipo de filme, que preza apenas a diversão. E neste ponto não há motivo para reclamar: o filme consegue manter a tensão e alterná-la com momentos de humor e romance. Ponto pra ele.

Mas nem tudo são flores. Frequentemente, Cowboys & Aliens exagera no uso dos clichês. Eles estão todos lá: o forasteiro valentão, herói solitário, mocinha frágil mas valente e, mais que qualquer outra coisa, flashbacks toscos. A impressão é a de que os roteiristas estavam com preguiça de procurar soluções eficazes à trama ou, no mínimo, duvidavam da inteligência de seu público. Não que seja, afinal, um filme que exija muita inteligência por parte de ninguém...

Mas um ponto muito positivo do filme é provocar, por mínima que seja, uma discussão sobre a suposta “superioridade” de espécies. Por séculos, humanos têm usado outros animais para inúmeros propósitos além da alimentação. Os próprios caubóis, por exemplo, laçam, amarram e até matam bois apenas por diversão. No filme, os tais alienígenas fazem o mesmo com os humanos. E é exatamente esse ego inflado que se torna o ponto fraco dos extraterrestres.



Trailler:

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