quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Homem do Futuro

Todo mundo que deseja voltar ao passado para mudar quer fazer isso por um só motivo: evitar o sofrimento. É assim também com o O Homem do Futuro, em cartaz desde a semana passada nos cinemas brasileiros (ainda sem previsão para as salas portuguesas). Mas será que é possível ter uma vida sem sofrimentos?


Crítica:
O tema “viagem do tempo” já foi tão usado e requentado que é praticamente impossível usá-lo sem parecer (pelo menos um pouquinho) ridículo. Não é o caso de O Homem do Futuro, que consegue ser original até mesmo sobre o assunto que é tema de dezenas de filmes todo ano.

Na história, João é um professor de faculdade que não consegue superar o primeiro amor de sua vida, responsável pelo maior de seus traumas. Em busca de uma máquina que forneça uma forma alternativa de energia, ele é transportado para o exato dia onde sua vida começa a desmoronar. A partir daí, busca mudar o que houve para ter um futuro melhor.

Divertido, mas sem forçar, engraçado, mas sem apelar, O Homem do Futuro também tem pontos negativos: o principal seria não convencer em sua paixão principal, arrebatadora, por mostrá-la de forma muito instantânea, o que deixa o sentimento soar falso. Além disso, a conscientização do protagonista sobre seus atos parece acontecer rápido demais, como se em poucos minutos ele mudasse de obsessivo para sereno e maduro.

Aliás, mesmo que alguns atores estejam bastante afetados, a impressão que fica, ao invés de falha da direção, é a de que eles estão se divertindo ao vivenciar aqueles papeis. Os efeitos especiais são outra surpresa boa: funcionam organicamente, inclusive quando se misturam aos flashbacks da história. E as voltas que o roteiro dá ao mostrar os paradoxos das viagens no tempo são incríveis e bem construídas.

O Homem do Futuro é, afinal, um ótimo exemplo de comédia brasileira. Longe de adaptações e cacoetes televisivos, sem baixarias ou saídas fáceis. E, claro, sem legendas.



Trailler:


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